A reforma tributária mantém o Simples Nacional e traz uma escolha específica para IBS e CBS: recolher esses tributos dentro do DAS ou optar pelo regime regular, conforme as regras aplicáveis. Essa decisão precisa considerar compras, clientes, rotinas e caixa — não apenas comparar alíquotas.
Calendário revisado em 12/10/2026: a Receita informa prazo até 30/10/2026 para a opção pelo regime regular de IBS/CBS no primeiro semestre de 2027. O ingresso ou retorno ao Simples é outro procedimento, com prazo até 15/10. Confira a orientação oficial.
O que significa recolher IBS e CBS fora do DAS?
A opção diz respeito aos novos tributos sobre consumo; não significa, por si, deixar o Simples em relação a todos os tributos. A LC 214, em seu texto atualizado, contempla essa possibilidade e disciplina o tratamento dos créditos. Consulte a legislação atualizada.
Dentro do DAS, não se deve pressupor o mesmo funcionamento de créditos do regime regular. Fora dele, também não é correto prometer crédito integral e automático para qualquer cliente ou aquisição. O direito depende do tratamento da operação e dos requisitos legais.
Entenda primeiro o que são CBS e IBS. Depois, peça uma comparação aplicada à operação da empresa, com as premissas registradas.
Como comparar as alternativas na prática
Monte duas colunas de trabalho, uma para cada hipótese. Em ambas, reúna os mesmos dados:
- Receita por atividade e tipo de operação.
- Perfil dos clientes e tratamento tributário relevante às vendas.
- Compras e serviços adquiridos, com documentação e análise dos possíveis créditos.
- Folha de pagamento e demais custos operacionais.
- Obrigações e custo de adequação do sistema.
- Datas de recebimento, pagamento e recolhimento.
Salários não se tornam automaticamente créditos de IBS/CBS. Tampouco todo gasto documentado gera crédito. Classificar as despesas antes de calcular reduz o risco de comparar cenários construídos sobre bases diferentes.
O perfil do cliente ajuda, mas não decide sozinho
Uma empresa que vende para outras empresas deve entender como seus clientes avaliam preço e eventual crédito. Isso não transforma o regime regular em escolha obrigatoriamente melhor. O custo da operação e as condições comerciais continuam importando.
Exemplo didático: dois fornecedores cobram o mesmo preço, mas oferecem prazos de pagamento distintos. Mesmo antes de discutir crédito, o efeito financeiro para o comprador pode ser diferente. A comparação tributária deve fazer parte da proposta completa.
Outro exemplo: uma prestadora atende consumidores finais e concentra custos em equipe própria. Copiar a decisão de um distribuidor com muitas compras tributadas pode produzir uma simulação inadequada. As estruturas precisam ser analisadas separadamente.
Margem e fluxo de caixa precisam aparecer na simulação
Um cenário pode parecer melhor no resultado mensal e exigir mais dinheiro em uma data específica. Por isso, sugerimos observar margem, saldo de caixa e necessidade de recursos em cada período.
Não trate uma projeção como promessa de economia. Registre a origem das alíquotas utilizadas, os créditos considerados, os tratamentos específicos e os pontos ainda sujeitos a confirmação. O artigo sobre fluxo de caixa versus lucro ajuda a separar essas medidas.
A calculadora de regime tributário serve como apoio à comparação geral de regimes. Ela não substitui a análise específica das duas formas de recolher IBS e CBS.
Organize o prazo e a decisão com a contabilidade
Identifique primeiro qual procedimento se aplica ao CNPJ. A opção pelo regime regular de IBS/CBS, o ingresso no Simples e a regularização de pendências não são a mesma providência. O guia de prazos do Simples e do Simei separa os calendários.
Depois, combine uma entrega objetiva: comparação das alternativas, premissas, pontos de atenção e responsável pelo procedimento. Guarde os comprovantes e acompanhe a situação após a solicitação.
O planejamento tributário da Contclaro pode apoiar essa avaliação. A melhor conclusão é aquela sustentada pelos dados e pelas regras da empresa, não uma indicação genérica de “dentro” ou “fora” do DAS.
Revisão editorial em 12/10/2026. Este guia substitui as referências anteriores à janela encerrada em setembro e as recomendações genéricas de escolha por perfil. Conteúdo informativo; a aplicação depende da legislação vigente e da análise individual.



