O Open Finance para empresas recebeu uma atualização regulatória em outubro de 2026. O Conselho Monetário Nacional e o Banco Central aprovaram mudanças sobre parcerias, segurança dos dados e processos de autorização. Para a empresa, a pergunta prática é: quem pode autorizar o acesso às informações bancárias e para qual finalidade? Leia o comunicado do Banco Central.
Vale começar pelas permissões já concedidas. Saber quais instituições recebem os dados ajuda a avaliar se cada compartilhamento continua atendendo a uma necessidade do negócio.
Consentimento: quem recebe os dados da empresa
A Resolução Conjunta 21, de 22 de outubro, exige consentimento expresso em relação a cada entidade parceira no regime de compartilhamento tratado pela norma. A identificação dessa entidade deve ser clara tanto na obtenção quanto na gestão do consentimento.
O texto reforça responsabilidades da instituição integradora e prevê medidas para interromper o compartilhamento diante de incidentes de segurança. Também trata da duração do uso dos dados conforme a finalidade consentida. Consulte a Resolução Conjunta 21.
Autorizações por pessoas jurídicas terão novos caminhos
Segundo o Banco Central, as alterações permitem a futura implementação de processos com autorizações em momentos diferentes nas instituições envolvidas. Para pessoas jurídicas, quando aplicável, também poderão participar usuários distintos.
O anúncio não significa que todos os bancos já oferecem esses recursos. A proposta é aproximar a experiência digital dos processos internos de representação e aprovação das empresas. Veja a explicação do Banco Central.
O manual de experiência do cliente já distingue jornadas de um único usuário e aquelas que envolvem múltiplos representantes. Ele também contempla a gestão de consentimentos. Consulte o manual da IN BCB 760.
Faça um inventário das autorizações
Como medida de organização, registre os compartilhamentos ativos e pendentes. Uma relação curta pode conter:
- Instituição que fornece os dados e quem os recebe.
- Finalidade informada no pedido de autorização.
- Dados abrangidos e prazo exibido no consentimento.
- Representantes responsáveis pela aprovação.
- Canal para consultar ou revogar a autorização.
Revise esse registro quando mudar de banco, encerrar uma contratação ou alterar os responsáveis pelo financeiro. Confirme o procedimento de revogação no canal oficial da instituição.
Duas situações que merecem atenção
Em um exemplo hipotético, a empresa compartilha informações para analisar uma proposta e depois desiste da contratação. Convém conferir se o consentimento continua ativo e decidir se ainda há finalidade para mantê-lo.
Em outro caso, o responsável financeiro deixa a equipe. A empresa precisa revisar seus poderes e acessos. Compartilhar a senha do antigo responsável com o substituto não é um processo adequado de transição.
Essas verificações podem integrar a rotina de organização financeira apoiada pelo BPO da Contclaro, com responsabilidades registradas e acompanhamento das pendências.
Antes de aceitar uma nova solicitação
Confirme quem receberá as informações, por quanto tempo e com qual objetivo. Se a identificação do parceiro ou o processo de aprovação não estiver claro, peça esclarecimentos à instituição.
O uso do Open Finance para empresas exige atenção à autorização e ao controle de acesso. Para acompanhar novas orientações de gestão, consulte o blog da Contclaro.



